sábado, 8 de novembro de 2008

Die, Die My Darling


Somos ridiculamente engraçados, hoje decidi desfazer-me das inúteis tranqueiras que guardo em meu quarto, como aquela roupa que um dia espero usar ,ainda que não me sirva ou mesmo aquelas revistas cheias de informações relevantes ou também os livros que já li,mas tenho dó de doá-los ...só não me desfaço das minhas caixinhas com cartas e lembranças não adianta,podem falar o que quiser,são sentimentos em forma de palavras.UI.
Na verdade tudo não passa de uma grande besteira,de nada resolve colocar a frente dos planos a ansiedade,esse medo de mudanças nos faz jogar fora coisas visivelmente desnecessárias,unimos o material ao sentimental,da mesma forma com que descarto velharias como roupas dos meus 5 anos,descarto também histórias,orgulhos e glorias de uma vida não tão extensa,mas capaz de abalar alguém.

Alguém como eu.
Fica mais fácil quando você se desfaz de porcarias,quebra-se um fluxo...Rotina idiota que insistimos em ter.Novo ponto de partida,nova chance,novos sorrisos e lágrimas,novos motivos para amar ou odiar,um novo que pode ficar velho,mas incansável e feliz.Procurar uma estabilidade não significa apenas manter-se mas sim crescer com esse novo desconhecido,sem atar as mãos,pelo contrário,libertar-se de uma forma eterna.
Limpando meu armário tive a sensação de renovação(sim,eu sou uma besta!),afirmei que esqueci as feridas e ...Mas caramba,o que se pode viver em 18 anos?
Muita coisa meu amigo...

Muita coisa...

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